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13 June, 2012 - 09:45

Egito: mídias sociais não causaram grande impacto

Ainda que Twitter e Facebook tenham tido importância na revolução do Egito, a maior parte dos manifestantes utilizou os meios de comunicação tradicionais, como telefones, panfletos, greves e protestos nas ruas. É o que mostra uma pesquisa da Bússola Eleitoral.

A Bússola Eleitoral, uma cooperação entre a Radio Nederland e a Universidade Livre de Amsterdã, fez uma pesquisa entre 220 mil egípcios que no final do ano passado utilizaram o serviço oferecido por ela, que ajuda indecisos a definir em que partido votar. O grupo selecionado respondeu estar envolvido nos protestos revolucionários.

Greves

De acordo com a análise da Bússola Eleitoral, 61% de mil entrevistados participaram de protestos nas ruas e 88% participaram de greves. Dessas pessoas politicamente ativas, 45% também eram ativistas na internet.

A Bússola Eleitoral enfatiza que todos os entrevistados tinham acesso à internet e trata-se de pessoas relativamente jovens. No Egito, uma em cada três pessoas tem acesso à internet. Para aquelas que não estão conectadas à rede, outras formas de ativismo são mais importantes. Além disso, muitas pessoas são pobres e analfabetas e se comunicam exclusivamente via oral.

Informação divulgada rapidamente
Durante a revolução no Egito, as redes sociais foram muito importantes na divulgação das informações para a mídia nacional e internacional, ainda que para um pequeno grupo de pessoas. Como a mensagem era divulgada rapidamente, era possível exercer pressão internacional sob os líderes egípcios.

Sem querer, as mídias sociais também possuem um efeito negativo. Os manifestantes que usam Facebook e Twitter entregaram informações ao serviço secreto de maneira voluntária. Através das mídias sociais, dados pessoais, relações e redes foram desbloqueadas. Antigamente, os regimes autoritários precisavam torturar as pessoas para conseguir as informações que estavam simplesmente expostas na internet.

Ilusão romântica
Os pesquisadores da Bússola Eleitoral no Egito concluíram que internet é para jovens que moram em cidades desenvolvidas e que um protesto massivo não pode ser realizado apenas com o uso das mídias sociais.